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Pestes e Doenças
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Pestes e Doenças

Junto com uma longa diversidade de condições sob as quais a cana de açúcar é cultivada no mundo, existe um grande espectro de pestes e doenças que se tornaram prioridade para serem controladas de forma regional ou inter-regional por causa das condições de gerenciamento agro-climáticas associadas à área.

 

Em adição a suscetibilidade da variedade de doenças e pestes, essas podem agravar a situação e criar problemas adicionais. Abaixo há um breve resumo dos sintomas de pestes e doenças importantes que ocorrem em várias partes do mundo. Para mais informação sobre medidas de controle de peste e doença consulte um Agrônomo da Netafim local ou especialista em proteção de plantas.

 

Caruncho precoce de broto (Chilo infescatellus) - Sintomas

  • Ataca o cultivo durante a primeira parte do crescimento da cana, antes da formação do internódio. Isto também ataca os talos de cana em anos de falta de chuva.
  • As larvas entram na cana lateralmente através de um ou mais buracos nos talos (broto) e movimenta-se de cima para cima e de baixo para cima matando o ponto de crescimento. Assim elas cortam a parte central da folha, que eventualmente seca e forma um “coração morto”. O coração morto pode ser facilmente arrancado. Esse exala um odor desagradável.
  • A infestação de caruncho durante a fase de germinação mata os brotos mãe resultando no ressecamento do caule todo. Isso cria lacunas no campo.
  • Causa grandes perdas de produção porque afeta a área da planta. Isto também leva a cana de idades diferentes que serão pobres na qualidade do suco com menos peso da cana. Quando o caruncho infecta os talos de cana, tanto a produção como a qualidade ficam reduzidos.

 

Caruncho do internódio (Chilo saccharifagus indicus) - Sintomas

 

  • Danifica o cultivo logo depois da formação de internódio e sua atividade continua até a colheita.
  • Alojamento de detritos, alta dose de nitrogênio, condição de alagamento e presença de brotos de água favorecem a criação de pestes.
  • Um ataque de caruncho fresco é mais encontrado nos cinco internódios superiores.
  • As lagartas movimentam-se na região nodal e entram no caule e sobem em um padrão espiral. A entrada do buraco é geralmente preenchida com excrementos.
  • As larvas se alimentam e se multiplicam nos brotos de água. Uma larva encontrada em uma única cana danifica de 1-3 internódios. A extensão e contorno dos internódios infetados são reduzidos.
  • Há perda de produção e deterioração da qualidade do suco ocorre quando a infestação é severa.

Na figura acima: Dano por caruncho no internódio

 

Caruncho superior (Scirpophaga Excerptalis)

 

  • O alagamento favorece o ataque de traça.

  • Primeiro a larva cava dentro das folhas e causa um sulco branco que mais tarde torna-se avermelhado-marrom geralmente da entre a segunda e quinta folha superior. Como resultado de morder ao redor da haste, um número de buracos são formados na folha. Enquanto a larva recorta o núcleo central da cana, uma porção de tecido interno é comida resultando na formação de coração morto. Quando o coração morto é formado ele fica marrom avermelhado, parece carbonizado e não pode ser arrancado com facilidade. Na fase de perfilhamento do cultivo, os brotos atacados morrem, as mudas desenvolvem-se produzindo uma aparência de ramalhete. No período de crescimento grande, o crescimento do cultivo é paralisado e a coroa com o coração morto seca e pode ser assoprada deixando somente o toco.
  • Perda severa de produção e ocorre uma deterioração na qualidade devido a caruncho superior. Dependendo do nível de incidência na produção, a perda pode ser de 20-30%.

 

Inseto da escama (Melanaspis Glomerata)

 

  • Alagamento, temperatura alta e umidade favorecem a criação da população do inseto de escama. Água de chuva e alta velocidade de ventos facilitam a dispersão da peste. Isto espalha para áreas novas através do material de semente. Homens e animais que passam através dos campos infestados também levam a dispersão da peste para áreas próximas.

  • Os escamas geralmente se estabelecem nos internódios cobertos com as bainhas das folhas. As folhas das canas infestadas mostram sinais de ressecamento nas pontas e coloração verde pálida insalubre e com uma infestação contínua ficam amarelas. A sucção leva a não abertura das folhas que também ficam amarelas e finalmente secam. A região nodal é mais infestada que a região internodal.
  • Um cultivo infestado perde seu vigor, as canas encolhem, o crescimento é atrofiado e a extensão internodal é drasticamente reduzida. Finalmente a cana seca. Tais canas quando são abertas parecem vermelhas amarronzadas. E a produção e qualidade sofrem. A perda de produção pode variar de mínima para falha total.

 

Pyrilla (Pyrilla purpusilla Walker)

  • Pyrilla é a peste de cana de açúcar mais destrutiva entre as que sugam as folhas.
  • Queda de chuva em excesso seguida por 75 - 80% de umidade, períodos ininterruptos de seca, temperatura alta (26 - 30 0C) e movimento do vento favorecem uma criação rápida de pyrilla. Outros fatores que favorecem a criação de pyrilla são: um cultivo denso e luxuoso, aplicação excessiva de nitrogênio, alagamento, alojamento de detritos de cana e variedades com folhas largas e suculentas.
  • Os adultos e as ninfas sugam a seiva das folhas abaixo da superfície das folhas inferiores. Quando a infestação é pesada, as folhas ficam branco-amareladas e encolhem. Devido à sucção contínua por um número grande de insetos, as folhas superiores das canas afetadas secam e as gemas laterais germinam. Os insetos solidificam um fluido doce e pegajoso conhecido como mielecilla que promove um crescimento rápido de fungos, da espécie Capanodium e como resultado as folhas ficam completamente cobertas por plasma fuliginoso. Isso afeta a fotossíntese.
  • A perda na produção cana devido à pyrilla tem sido estimada em 28% com aproximadamente 1.6% perda de unidade de açúcar.

 

Cupins (Coptotermes heimi Wasmann; Odontotermes assmuthi Holmgr; O. obesus Rambur; O. wallonensis Wasmann; Microtermes obesi Holmgr; Trinervitermes biformis Wasmann)

 

  • Polífago e encontrado ao redor do mundo. É mais sério sob condições prolongadas de seca e em solos de textura leve como arenoso e arenoso-argiloso
  • Os cupins atacam pegamentos, brotos, canas e também restolhos.
  • Os cupins conseguem entrar através de cortes nas extremidades ou através dos brotos dos pegamentos e alimentam-se de tecido suave. O túnel escavado é preenchido com solo. Isto afeta a germinação e então o cultivo inicial e finalmente a produção de cana. A falha de germinação pode ser de até 60%.
  • Nos talos, os cupins alimentam-se de tecidos internos deixando o córtex intacto. A cavidade formada é preenchida com solo úmido, criando galerias nas quais eles se movem. As canas afetadas morrem.


 

Mosca branca (Aleurolobus barodensis Mask)

 

  • O alagamento e privação de nitrogênio causam um infestação severa de moscas brancas. As secas do verão durante a época de monções também favorecem a criação desta peste.
  • As variedades com folhas largas e longas são mais suscetíveis a essa peste.
  • As ninfas das moscas brancas sugam a seiva abaixo da superfície das folhas que ficam amarelas e rosadas em casos severos e gradualmente secam.
  • As folhas altamente infestadas são cobertas por um bolor fuliginoso causadas por um fungo que afeta de forma adversa afeta a fotossíntese. A infestação da mosca branca retarda o crescimento de cana e reduz o conteúdo de açúcar.
  • Uma perda considerável na produção e recuperação de açúcar tem sido observada. Em 80% de infestação na folha, 23.4% perda na produção de cana e 2.9% perda de unidades em sacarose forma relatadas.


Na figura acima: Infestação de mosca branca 


Apodrecimento vermelho (Colletotrichum falcatum)

  • Esta é a doença mais devastadora da cana de açúcar que já causou a eliminação de muitas variedades importantes de cana de açúcar do cultivo.
  • Ocorre um amarelamento e secagem das folhas da margem ao núcleo, ressecamento do topo todo incluindo a coroa, perda de cor natural e encolhimento considerável do talo, aparência de lesões avermelhadas no caule são alguns sintomas externos da doença de apodrecimento vermelho.
  • O sintoma de diagnostico mais característico da doença é a presença de manchas descoloradas vermelhas ou lesões intercaladas com manchas brancas horizontais no tecido interno. Conforme a doença progride, os tecidos internos tornam-se escuros e secos resultando em cavidades longitudinais na espinha do caule.

 

Fuligem (Ustilago scitaminea)

  • A primeira dispersão da doença é feita através de pegamentos infectados e a segunda dispersão é feita nos teliosporos através do vento.
  • Alguns sintomas da fuligem são o raquitismo de tamboretes infectados, germinação profusa de brotos laterais como mudas, redução da extensão internodal, formação de talos finos e folhas eretas estreitas.
  • Um sintoma característico é a produção de um látego longo como estrutura da gema terminal do talo que é de cor preta coberta por uma membrana prateada fina. Essa fina membrana prateada rompe-se liberando milhões de esporos reprodutivos do fungo da fuligem que estão presentes na forma de massa em pó.
  • As perdas devido à fuligem na cana de açúcar dependem de vários fatores como infecção primaria ou secundaria da planta ou safra que é afetada e infecção precoce ou tardia. Essas perdas têm sido relatadas como entre 30 - 40% dos cultivos e até mesmo 70% das safras. O conteúdo de sacarose de cana infectada é reduzido de 3 - 7%.

 

Pineapple Disease (Ceratocystis Paradoxa)

 

  • Essentially a disease of seed material i.e., setts. Typical disease symptoms are detected in setts after 2 - 3 weeks of planting.
  • Pathogen enters the sett mainly through the cut ends and destroy the central soft portion i.e., parachymatous tissues of the internode and then damages the buds.
  • Affected tissues first develop a reddish colour, which turns to brownish black in the later stages. Cavities are formed inside the severely affected internodes. The presence of the fungus inside the sett prevents their rooting. In most cases setts decay before bud sprouts or the shoots grown to an height of 6 - 12cm. Thus causing germination failure leading to reduced initial crop stand per unit area.
  • Occasionally, the disease occurs in standing crop too due to the entry of the pathogen through stalk damaged by borers, rat damage or any such injuries. Drought accelerates the damage. Pathogen spreads rapidly throughout the canes, foliage turns yellow, and ultimately plant withers. The diseased stalk when cut open smells like mature pineapple. The pineapple odour is due to production of ethyl acetate by the fungus.

 

Doença Coração Negro (Ceratocystis Paradoxa)

  • Essencialmente uma doença de material seminal como pegamentos. Os sintomas típicos da doença são detectados nos pegamentos 2 - 3 semanas depois do plantio.
  • O patógeno entra no pegamento principalmente através de cortes nas extremidades e destroem a porção mole central como os tecidos paraquimateos do internódio e assim danifica as gemas.
  • Os tecidos afetados primeiro desenvolvem uma cor avermelhada que fica preta amarronzada nos estágios mais tardios. As cavidades são formadas dentro dos internódios severamente afetados. A presença de fungos dentro do pegamento previne seu enraizamento. Na maioria dos casos os pegamentos estragam antes da germinação das gemas ou brotos a uma altura de 6 - 12 cm. Portanto isso causa uma falha na germinação que leva a uma redução na população de plantas por unidade de área.
  • Ocasionalmente, a doença ocorre em cultivo já estabelecido por causa da entrada do patógeno através de feridas nos talos, danos por ratos ou quaisquer machucados. A seca acelera o dano. O patógeno se espalha rapidamente pelas canas, a folhagem fica amarela, e finalmente a planta murcha. O talo doente quando é cortado exala um odor de abacaxi maduro. O odor de abacaxi é devido à produção de acetato etílico produzido pelo fungo.

 

 

Murcha (Cephalosporium Sacchari)

 

  • A doença espalha-se através de pegamentos infectados. Os fungos entram principalmente pelas feridas.
  • Condições de stress biótico como nematódeos carunchos de raiz, cupins, escamas, pulgas e etc. As condições de stress abiótico como seca, alagamento e etc predispõem as plantas à infecção por murcha.
  • Estresse por umidade junto com alta temperatura e baixa umidade reduz a resistência da murcha.
  • Os sintomas típicos de murcha aparecem durante os períodos de monções e pós-monções (típicos da Ásia).
  • A planta afetada parece murcha e visivelmente encolhidas. As coroas das folhas ficam amarelas, perdem turgidez e eventualmente murcham.
  • As canas afetadas pela murcha perdem sua cor normal e ficam leves. O sintoma mais característico durante o estágio precoce da infecção é a presença de manchas marrom-avermelhadas difusas no tecido interno. Mais tarde as canas ficam leves, ocas e encolhem.
  • A doença reduz a germinação e em casos extremos ocorrem perdas de produção total de cana devido ao ressecamento dos brotos e murcha dos talos.


Na figura abaixo: Sintoma da doença de raquitismo de safra

 

Doença de Talos Pastosos (Phytoplasma)

  • É uma doença causada por um micoplasma.
  • A transmissão primária da doença é feita através de pegamentos infectados pela doença.
  • Perfilhamento profuso com folhas cloróticas estreitas que a grama uma aparência pastosa que é um sintoma característico da incidência de GSD.
  • Poucas mudas de plantas infectadas com GSD desemvolvem-se em canas que são finas e produzem brotos brancos das gemas laterais.

 

Queimadura da Folha (Xanthomonas Albileneans)

  • Essa é uma doença bacteriana vastamente espalhada em muitos países.
  • A doença é favorecida por estações úmidas, estresse hídrico devido à seca, alagamento e temperaturas baixas.
  • Os sintomas da doença aparecem em duas fases, as fases crônicas e agudas.
  • Na fase crônica, uma "linha de lápis branco" se estende por toda a extensão da lâmina alcançando a margem de folhas jovens que depois se tornam difusas e resultam em etiolação da folha. A ponta resseca e assim apresenta uma aparência queimada dando nome a doença. Na fase crônica os sintomas típicos que ocorrem são: níveis diferentes de clorose do albinismo total para clorose intervenal em folhas jovens durante o verão, germinação de gemas de forma acropétala que confere uma aparência de arbusto na cana, talos abertos mostram tubos vasculares vermelhos escuras, estrias proeminentes nos nódulos dos brotos laterais.
  • Na fase aguda os sintomas aparecem repentinamente e morrem sem quaisquer sintomas maiores a folha. O mascaramento dos sintomas é mais comum durante as monções na Ásia e os sintomas podem parecer de repente durante qualquer tempo do crescimento.

 

Doença das ranhuras amarelas na folha (Cercospora Koepkei)

 

  • Chuva prolongada com raio de sol intermitente, condições de alagamento e altas doses de nitrogênio favorecem o desenvolvimento da doença.
  • Um clima úmido morno facilita a produção abundante e rápida de conidias pelo patógeno e espalham a doença.
  • Os sintomas característicos são a presença de pequenos pontos amarelos irregulares na superfície da folha. A densidade de pontos é mínima na superfície inferior, moderada no meio e máximo em direção a ponta da folha. Os pontos se juntam nos últimos estágios e causam ressecamento das folhas. A folhagem muito afetada parece marrom-avermelhada quando observada a distância.

 

Na figura: ranhuras amarelas mostrando pequenos pontos amarelos

 

Doença da mancha de olho (Helminthosporium sacchari)

  • Normalmente um cultivo de 6 - 7 meses é mais suscetível a doença.
  • O fungo penetra no tecido hospedeiro através dos estomas, células guardiãs ou diretamente através da cutícula.
  • Clima nublado, umidade alta com geadas e noites com temperaturas baixas, folhas molhadas por precipitação ou orvalho aumentam muito o desenvolvimento da doença.
  • Assim como alagamento, status de fertilidade alta e excesso de nitrogênio na fertilização também favorecem a dispersão da doença.
  • Primeiro as lesões aparecem como pontos de água alagados pequenos, mais escuros que os tecidos ao redor. A mancha torna-se mais alongada, assemelhando-se ao formato de olho e fica com cor de palha em poucos dias. Finalmente a porção central torna-se marrom avermelhada cercada de tecidos de cor palha. Então estrias de cor marrom avermelhada se desenvolvem estendendo-se das lesões das pontas das folhas ao longo das veias. Mais tarde as manchas e estrias juntam-se para formar remendos grandes que causam ressecamento das folhas.

 

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